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Bem, este tópico é mais um questionamento: será mesmo possível que previsões humanas sejam feitas com uma antecedência de muitos anos? É possível prever de algum modo acontecimentos e fatos? Cataclismos e desastres? Falo de certas previsões que segundo alguns já estão ocorrendo. Falo das previsões feitas na Bíblia no apocalipse, também nos livros de Nostradamus e em alguns escritos judeus antigos. Previsões que apontam grande transformação em uma dada época da qual estamos próximos. Temos, nós humanos, algum modo de pré-ver o futuro? Há verdade e fundamento nas interpretações apocalipticas sobre estes textos?

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Respostas a este tópico

Será?

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Oi Moisés

Você fala em previsões que estão ocorrendo e que estavam em livros como a Bíblia ou escritos por Nostradamus, para ilustrar a minha idéia vou trazer uma quadra de Nostradamus, do livro As Profecias de Nostradamus interpretada por Erika Cheetham:

"O grande homem será derrubado de dia por um trovão.
Uma má ação, prevista pelo portador de uma petição.
De acordo com a predição, o outro será derrubado à noite.
Conflitos em Reims, Londres, e peste na Toscana."

De acordo com o livro a predição é do assassinato de J.F.K em 1963 e de seu irmão R.F.K. em 1968.

Agora será que ele havia visto mesmo isto? Um trovão será um tiro? Eu posso interpretar como o atentado de 11 de setembro:
O grande homem pode ser o Presidente americano foi derrubado, ou seja ficou vulnerável, já que não fala morto, por um trovão, que podem ser os aviões vindo do céu e explodindo. A petição foi o aviso prévio feito por Osama. O outro pode ser Osama ou Sadam derrubados à noite. Estes eventos criaram conflitos na Europa.

Prever é dizer antes, especificamente. Pegar o texto e tentar encaixar eventos históricos me parece mais fácil.

Então não há previsão? De certa forma há, e um amigo me explicou brilhantemente certa vez. Num jogo de xadrez, os jogadores estudam os movimentos do adversário, as possibilidades de jogadas futuras e podem prever antecipadamente todas as suas jogadas. Com as previsões ocorre a mesma coisa, estudando nossos movimentos e as possibilidades de ações futuras, os espíritos podem prever, às vezes eficientemente, como iremos reagir em determinado momento, mas não significa que iria ocorrer, apenas que havia uma grande tendência lógica de ocorrer.

Bjs
Claudia

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Moisés, oi.

Concordo plenamente com o comentário de nossa amiga Claudia, sobre o estudo comportamental e as possibilidades de ações, na Matemática é chamada de probabilidade, exemplo disso. Você começa a estudar um determinado comportamento de uma sociedade, onde um desse grupo exerce um poder demasiado sobre os outros, fica fácil prever que, vai chegar o momento de uma grande revolução.

Jesus "prévio", que não sobraria pedra sobre pedra do templo, mas isso só ocorreu aproximadamente 40 anos mais tarde, Ele teve uma premonição? Uma visão do futuro? Não, simplesmente percebeu que o modo no trato que os ricos tinham com os pobres, teria as suas consequências em revoluções cada vez piores, até levar a uma guerra, o que ocorreu mais tarde.

Todas as sociedades, mesmo as mais remotas, sempre houve grandes pensadores ou melhor observadores de comportamento humano, eles em sua grande maioria pertenciam a um determinado segmento religioso, deixando assim, os seus registros em diversos livros sagrados da humanidade que encontramos nos dias atuais. E encontramos muitas coincidencias com os tempos atuais, por isso, achamos que esses sábios previram os acontecimentos atuais.

Abraços e muita paz...

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No livro “A Gênese”, capítulo XVII, itens 47-58, o Codificador coloca que sob a alegoria dos “finais dos tempos”, enunciada por Jesus e escrita por João, Marcos e Mateus, cujos textos Kardec transcreve, grandes verdades se ocultam:

“Há, primeiramente, a predição das calamidades de todo gênero que assolarão e dizimarão a Humanidade, calamidades decorrentes da luta suprema entre o bem e o mal, entre a fé e a incredulidade, entre as idéias progressistas e as retrógradas;

Há, em segundo lugar, a predição da difusão, por toda a Terra, do Evangelho restaurado na sua pureza primitiva;

Depois, a predição do reinado do bem, que será o da paz e da fraternidade universais, a derivar do código de moral evangélica, posto em prática por todos os povos.

Não é racional, diz Kardec, se suponha que Deus destrua o mundo precisamente quando ele entra no caminho do progresso moral: devendo a prática geral do Evangelho determinar grande melhora no estado moral dos homens, ela, por isso mesmo, trará o reinado do bem e acarretará a queda do mal. É, pois, o fim do mundo velho, governado pelos preconceitos, pelo orgulho, pelo egoísmo, pelo fanatismo, pela incredulidade, pela cupidez, por todas as paixões pecaminosas, que o Cristo aludia.

Tratando da Regeneração da Humanidade, no livro “Obras Póstumas”, Kardec amplia e aprofunda o raciocínio lógico sobre a questão, do qual destacamos:
A chave para compreender tais alegorias está nas descobertas da Ciência e nas leis do mundo invisível que o Espiritismo vem revelar; daqui em diante, com o auxílio destes novos conhecimentos, o que era obscuro se tornará claro e inteligível.
Tudo segue a ordem natural das coisas e as leis imutáveis de Deus não serão subvertidas.
Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso se faz que a povoem somente Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que unicamente ao bem aspirem. Como já chegou esse tempo, uma grande emigração se opera entre os que a habitam.
O Espiritismo é a senda que conduz à renovação, porque destrói os dois maiores obstáculos que se opõem a essa renovação: a incredulidade e o fanatismo, facultando uma fé sólida e esclarecida.
O Espiritismo sairá triunfante da luta, porquanto ele está nas leis da Natureza.
Surgirão aqueles que, com a autoridade de seus nomes e de seus exemplos o apoiarão, impondo silêncio aos detratores.
As artes se acercarão do Espiritismo como de uma mina riquíssima, traduzindo seus pensamentos e horizontes por meio da pintura, da música, da poesia, da literatura.
Mais subsídios sobre o tema, o leitor pelo encontrar na Revista Espírita de 1866, mês de outubro, ampliando seus conhecimentos a respeito do assunto.

Revista RIE JANEIRO 2009

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